Tipos de britadores: como funcionam e qual usar em cada etapa
Os principais tipos de britadores são o de mandíbulas, o giratório, o cônico, o de impacto de eixo horizontal, o de impacto de eixo vertical (VSI), o de martelos e o de rolos. Na maioria das pedreiras de rocha dura, o britador de mandíbulas faz a britagem primária e o cônico assume o secundário e o terciário. Quando a rocha é pouco abrasiva, como o calcário, o britador de impacto ocupa o lugar do cônico; e o VSI fecha a linha quando o objetivo é areia de brita ou grão mais cúbico.
A escolha certa sai de três dados: quão abrasiva é a rocha, qual é o maior bloco que chega da lavra e que produto você precisa vender. Este guia explica cada tipo pelo princípio de quebra, pela etapa em que trabalha e pelos limites que costumam aparecer na operação, com faixas de modelos reais do catálogo da MR e exemplos de usinas que fornecemos.
Escolha rápida por situação
- Blocos grandes vindos da lavra, qualquer rocha: britador de mandíbulas no primário.
- Granito, basalto, gnaisse ou seixo no secundário e no terciário: britador cônico.
- Calcário, dolomito, ardósia ou entulho: britador de impacto depois da mandíbula.
- Areia de brita ou correção da forma do pedrisco: VSI no fim da linha.
- Calcário mole, carvão ou gesso com produto fino em um só passo: britador de martelos.
- Produção primária acima do que a maior mandíbula entrega: britador giratório.
- Material pegajoso ou friável que pede pouca redução: britador de rolos.
Sobre os números deste guia: as faixas de alimentação e de capacidade vêm dos catálogos de britadores da MR e valem do menor ao maior modelo de cada série. Os índices de abrasão são valores de referência publicados em material didático de tratamento de minérios. Para dimensionar uma linha, use ensaios da sua rocha.
O que é um britador e como funciona
Britador é a máquina que reduz o tamanho de rochas e minérios por força mecânica. A pedra entra pela boca de alimentação, é esmagada ou golpeada dentro de uma câmara e sai por baixo em pedaços menores, num tamanho controlado pela abertura de saída ou por uma grelha. Em pedreiras, os britadores transformam blocos de até mais de um metro em brita; em mineração, preparam o minério para a moagem.
Todo britador tem os mesmos elementos básicos: boca de alimentação, câmara de britagem, peças de desgaste em contato com a rocha (mandíbulas, mantos, barras ou martelos), acionamento por motor elétrico e um ajuste que define o tamanho do produto. O que muda de um tipo para outro é a forma de aplicar a força, como mostra a seção seguinte.
Compressão ou impacto: como cada britador quebra a rocha

Todo britador reduz a pedra aplicando força, mas existem dois caminhos. Na compressão, a rocha fica presa entre duas superfícies que se aproximam até que ela se parta; é o que fazem os britadores de mandíbulas, giratórios e cônicos, e também os de rolos. No impacto, a rocha é golpeada por barras ou martelos que giram em alta velocidade, ou é arremessada contra placas; é o caso do britador de impacto de eixo horizontal, do VSI e do britador de martelos.
O princípio explica boa parte do que acontece depois na usina. Na compressão, o metal escorrega pouco contra a pedra, e as peças de desgaste duram mais em rocha rica em sílica. O impacto quebra a pedra pelos seus planos naturais de fraqueza e entrega um grão mais cúbico, mas paga por isso com desgaste rápido quando a rocha é abrasiva, além de gerar mais finos.
Britador ou rebritador: qual é a diferença?
Nas pedreiras brasileiras, britador costuma designar a máquina do estágio primário, que recebe os blocos da frente de lavra. Rebritador é o nome dado aos equipamentos dos estágios seguintes, que recebem material já britado. A diferença é de posição no fluxograma, não de tecnologia: o mesmo britador cônico pode ser o rebritador secundário de uma usina e o terciário de outra.
Etapas da britagem: onde cada tipo entra

Nenhum britador leva um bloco de meio metro até areia com eficiência. Por isso a redução é dividida em estágios, cada um com o equipamento mais adequado ao tamanho que recebe, e peneiras entre eles separam o que já está pronto. O material acima da medida volta ao britador, formando o chamado circuito fechado.
| Etapa | O que recebe | Tipos mais usados | Objetivo |
|---|---|---|---|
| Primária | Blocos da frente de lavra; até 1.200 mm nas maiores mandíbulas do catálogo MR | Mandíbulas; giratório em grandes minas; impacto de boca grande em rocha pouco abrasiva | Reduzir o bloco a um tamanho que a correia e o secundário aceitem |
| Secundária | Produto do primário | Cônico; impacto em rocha pouco abrasiva | Gerar a maior parte da brita e alimentar o terciário |
| Terciária | Produto do secundário e retorno das peneiras | Cônico de câmara fina; VSI | Fechar as faixas comerciais e melhorar a forma do grão |
| Quaternária | Pedrisco e frações finas | VSI | Produzir areia de brita |
Quantas etapas uma usina precisa?
Depende da distância entre o maior bloco e o menor produto. Uma linha que vende só bica corrida ou material para base de estrada pode parar no secundário. Brita para concreto e asfalto quase sempre pede três estágios, e areia de brita acrescenta um quarto. Na pedreira de ardósia de 60 t/h atendida pela MR, por exemplo, o primário sozinho entregava pedra de cerca de 80 mm, aceita apenas como base de estrada; a brita para concreto e asfalto só veio com um britador de impacto no secundário. O fluxograma completo, com alimentação, peneiras e pilhas, está no guia de etapas e equipamentos da britagem.
Os 7 tipos de britadores, um a um
Os cartões abaixo seguem a mesma ordem de leitura: como o britador funciona, em que etapa trabalha, onde rende melhor, onde começa a dar problema e, quando a MR fabrica o tipo, as faixas do catálogo.
1. Britador de mandíbulas: o primário mais comum

Como funciona: uma mandíbula fixa e uma móvel formam uma câmara em V; a móvel avança e recua, esmaga a pedra e a deixa descer até a abertura de descarga.
Etapa: primária; modelos menores também fazem o secundário em linhas pequenas.
Melhor para: praticamente qualquer rocha, inclusive as abrasivas, como granito, basalto e seixo. O catálogo da MR indica a série PE para materiais com resistência à compressão de até 320 MPa.
Limitação: placas finas e compridas podem atravessar a câmara e travar a alimentação; o grão sai menos cúbico do que no cônico ou no impacto.
No catálogo MR: série PE com alimentação máxima de 125 a 1.020 mm e 1 a 800 t/h; série C, de projeto europeu, com 420 a 1.200 mm e 80 a 1.510 t/h. Veja o britador de mandíbulas.
Por ser simples e aceitar blocos grandes com pouca obra civil, é a escolha padrão para usinas de algumas dezenas a mais de mil toneladas por hora.
2. Britador giratório: primário para grandes minas
Como funciona: um eixo vertical com movimento oscilante esmaga a rocha contra uma carcaça cônica; como a câmara é circular, sempre há um setor britando.
Etapa: primária.
Melhor para: minas de grande porte, com descarga direta de caminhões fora de estrada e produção de milhares de toneladas por hora.
Limitação: equipamento alto e pesado, que exige obra civil profunda; em produções menores, a mandíbula costuma custar menos para instalar.
No catálogo MR: a MR não fabrica giratórios. Até cerca de 1.500 t/h, a série C de mandíbulas cobre o primário.
3. Britador cônico: o rebritador da rocha dura

Como funciona: o manto oscila dentro do côncavo e comprime a pedra várias vezes enquanto ela desce; a abertura na saída define o tamanho do produto.
Etapa: secundária e terciária, às vezes quaternária.
Melhor para: granito, basalto, gnaisse, seixo e minérios abrasivos; câmaras de grossa a extra fina ajustam a curva de produto.
Limitação: precisa de alimentação regular e câmara cheia para entregar grão cúbico; argila e umidade alta atrapalham a operação.
Tipos na MR: cônico de mola CS (13 a 369 mm de abertura de alimentação, 27 a 599 t/h), hidráulico de cilindro único HST (35 a 560 mm, 27 a 1.505 t/h) e hidráulico multicilindro HP (95 a 330 mm, 120 a 550 t/h). Detalhes na página do britador cônico.
No Brasil, o nome girosférico ainda aparece para os britadores cônicos de mola de projeto tradicional.
4. Britador de impacto de eixo horizontal: grão cúbico em rocha pouco abrasiva

Como funciona: um rotor horizontal com barras gira em alta velocidade, golpeia a pedra e a lança contra placas de impacto ajustáveis; o material quebra várias vezes antes de sair.
Etapa: secundária; modelos de boca grande também fazem o primário.
Melhor para: calcário, dolomito, ardósia e resíduos de construção, quando se quer grão cúbico e alta redução por estágio.
Limitação: em rocha abrasiva as barras se desgastam rápido e o custo por tonelada sobe; gera mais finos do que o cônico.
No catálogo MR: série PF (300 a 700 mm, 30 a 550 t/h), PFW-II para o primário (400 a 800 mm, 90 a 450 t/h) e PFW-III para o secundário (250 a 350 mm, 70 a 350 t/h). Veja o britador de impacto.
5. Britador de impacto de eixo vertical (VSI): areia e forma do grão

Como funciona: o material cai no centro de um rotor que gira na horizontal e é arremessado contra bigornas de desgaste (rocha contra ferro) ou contra uma camada do próprio material (rocha contra rocha).
Etapa: terciária e quaternária.
Melhor para: fabricar areia de brita e melhorar a forma de pedrisco e brita fina, inclusive em granito e basalto.
Limitação: só aceita pedra pequena; não substitui o primário nem o secundário.
No catálogo MR: série VSI com alimentação máxima abaixo de 30 a 50 mm, conforme o modelo e a dureza do material, e 60 a 520 t/h. Mais detalhes na página do britador de impacto.
6. Britador de martelos: alta redução em material macio
Como funciona: martelos presos a um rotor golpeiam o material e o forçam contra uma grelha, cuja abertura limita o tamanho de saída.
Etapa: secundária ou terciária; em materiais macios, pode fazer o trabalho em um só passo.
Melhor para: calcário para cimento, carvão, gesso e outros materiais friáveis.
Limitação: não é indicado para rocha abrasiva; material úmido entope a grelha.
No catálogo MR: moinho de martelos série PC, com entrada de 30 a 350 mm, saída abaixo de 3 a 50 mm, 3 a 350 t/h e indicação para materiais de até 320 MPa.
7. Britador de rolos: pouca redução e poucos finos
Como funciona: dois cilindros giram em sentidos opostos, puxam o material para o espaço entre eles e o esmagam.
Etapa: secundária ou terciária, em circuitos específicos.
Melhor para: rolos lisos na britagem fina com pouca geração de finos; rolos dentados para carvão, argila e calcário mole, inclusive pegajosos.
Limitação: relação de redução baixa e desgaste alto em rocha dura e abrasiva; material didático baseado em dados da Metso associa o equipamento a dificuldade operacional e alto custo de manutenção.
No catálogo MR: a MR não fabrica britadores de rolos.
Comparativo: alimentação, produto e desgaste

O gráfico mostra uma diferença que pesa no projeto: o primário precisa aceitar blocos de centenas de milímetros, enquanto o VSI não passa de alguns centímetros. Para comparar os tipos além do tamanho de entrada, use a tabela.
| Tipo | Princípio | Etapa típica | Rocha abrasiva | Forma do grão | Finos |
|---|---|---|---|---|---|
| Mandíbulas | Compressão | Primária | Adequado | Menos cúbica | Poucos |
| Giratório | Compressão | Primária | Adequado | Menos cúbica | Poucos |
| Cônico | Compressão | Secundária e terciária | Adequado | Boa, com câmara cheia | Poucos a médios |
| Impacto horizontal | Impacto | Secundária; primária com boca grande | Desgaste alto | Cúbica | Médios a muitos |
| VSI | Impacto | Terciária e quaternária | Possível, com mais desgaste | Muito cúbica | Muitos (é o objetivo na areia) |
| Martelos | Impacto | Secundária e terciária | Não indicado | Cúbica | Muitos |
| Rolos | Compressão | Secundária e terciária | Desgaste alto | Variável | Poucos |
Leia a tabela como tendência, não como regra fixa. Regulagem, tipo de câmara, curva de alimentação e umidade mudam a forma e a quantidade de finos de qualquer britador.
Como escolher o britador pelo material e pelo produto

A triagem acima resolve a maior parte dos casos. Para fechar a escolha, cinco dados fazem diferença:
- Abrasividade da rocha. É o que mais pesa no custo por tonelada. Rochas ricas em sílica pedem compressão; rochas pouco abrasivas aceitam impacto.
- Tamanho do maior bloco. Define a boca do primário, como mostra o exemplo de cálculo abaixo.
- Capacidade e horas de operação. A mesma produção diária pode sair de um britador maior em um turno ou de um menor em dois.
- Produto que você vende. Brita para concreto e asfalto valoriza grão cúbico e pouco material lamelar; base de estrada aceita forma irregular; areia de brita pede VSI.
- Umidade e argila. Material pegajoso empasta câmaras e entope grelhas; retirar os finos antes do primário, com grelha de escalpe ou lavagem, evita boa parte do problema.
| Rocha | Ai de referência | Leitura prática |
|---|---|---|
| Calcário | 0,001–0,03 | Pouco abrasivo; impacto e martelos são opções |
| Dolomito | 0,03–0,1 | Pouco abrasivo; impacto costuma atender |
| Basalto | 0,2–0,3 | Abrasivo; prefira compressão na rebritagem |
| Hematita | 0,2–0,35 | Abrasivo; prefira compressão |
| Granito | 0,4–0,65 | Muito abrasivo; compressão |
| Quartzito | 0,65–0,9 | Muito abrasivo; compressão |
Fonte dos valores: material didático de Tratamento de Minérios da UFG, com dados de ensaio da Metso. A rocha varia de uma jazida para outra; quando o investimento é grande, vale ensaiar uma amostra.
Exemplo de cálculo: qual boca de primário para blocos de 600 mm?
Uma regra prática de dimensionamento é que o maior bloco não passe de 80% a 85% da abertura de alimentação do britador primário.
Passo 1, abertura mínima: 600 ÷ 0,85 ≈ 706 mm e 600 ÷ 0,80 = 750 mm. A boca precisa ter de 700 a 750 mm, no mínimo, no lado menor.
Passo 2, modelo no catálogo: o PE750×1060 tem abertura de 750 mm e alimentação máxima de 630 mm, ou seja, fica no limite. O PE900×1200 aceita até 750 mm e dá folga para blocos fora do padrão.
Passo 3, capacidade: o PE900×1200 cobre de 220 a 380 t/h, conforme a abertura de descarga, o que é compatível com uma meta de 200 a 250 t/h.
Foi essa a escolha na usina de basalto de 200–250 t/h, que recebe blocos de até 600 mm.
Britador de impacto serve para granito e basalto?
Serve, mas raramente compensa no secundário. Granito e basalto estão entre as rochas mais abrasivas da tabela, e as barras do rotor perdem material rápido, o que aumenta as paradas e o gasto com peças. Nessas rochas, o impacto aparece com mais frequência no fim da linha, na forma de VSI, para dar forma ao grão e produzir areia depois que o cônico fez a maior parte da redução.
Combinações que funcionam: quatro projetos reais

As linhas abaixo foram fornecidas pela MR a clientes na América Latina e mostram como o material e o produto mudam a combinação de britadores.
| Material e capacidade | Primário | Secundário | Terciário | Produtos (mm) | Caso |
|---|---|---|---|---|---|
| Basalto, 200–250 t/h | Mandíbulas PE900×1200 | Cônico HST250, câmara grossa | Cônico HP300 | 0–10, 10–19, 19–25, 25–38 | Ver caso |
| Seixo rolado, 200 t/h | Mandíbulas série PE | Cônico hidráulico multicilindro | — | Três famílias, de 0–3 a 0–50 | Ver caso |
| Seixo de rio, 100–150 t/h | Britagem primária | Cônico de mola CS, cabeça padrão | — | 0–5, 5–10, 10–19, 19–31,5 | Ver caso |
| Ardósia, 60 t/h | Mandíbulas PE600×900, com pré-quebra | Impacto PF1010 | — | 0–19, 19–38 | Ver caso |
Repare no padrão: nas rochas duras e abrasivas, como basalto e seixo, toda a rebritagem é feita por compressão; na ardósia, frágil e pouco abrasiva, o impacto assume o secundário. No basalto, dois cônicos de tipos diferentes dividem o trabalho: o HST com câmara grossa aceita a pedra maior que sai do primário, e o HP finaliza a forma do grão. Os nomes comerciais dessas faixas, de pedrisco a brita 3, estão explicados no guia de tipos de brita.
O que informar ao pedir uma proposta
Com os dados abaixo, a equipe técnica consegue propor um fluxograma e indicar modelos já na primeira resposta. Se faltar algum, a proposta sai com premissas que precisam ser confirmadas depois.
| Dado | Por que muda a escolha | Como obter |
|---|---|---|
| Tipo de rocha ou minério | Define compressão ou impacto e o desgaste esperado | Geologia da jazida; ensaio de abrasão, se houver |
| Maior bloco que chega ao primário | Define a boca do britador primário | Medição na frente de lavra ou na caçamba do caminhão |
| Capacidade (t/h) e horas por dia | Define o porte dos britadores e das peneiras | Meta de vendas dividida pelas horas efetivas de operação |
| Faixas de produto e uso | Define o número de estágios e se entra VSI | Especificação dos clientes: concreto, asfalto, base, areia |
| Umidade e teor de argila | Indica escalpe, lavagem ou cuidado com cônico e martelos | Observação na lavra; ensaio simples de lavagem |
| Energia disponível | Limita a potência instalada | Tensão e frequência da rede ou do gerador |
Se preferir, envie esses dados pela página de contato ou pelo WhatsApp. Para ver todos os equipamentos lado a lado, acesse britadores e moinhos.
Perguntas frequentes
Dá para fazer areia artificial com britador cônico?
Um cônico de câmara fina gera uma parcela de areia, mas em quantidade limitada e com mais grãos alongados. Para areia de brita com forma adequada para concreto, o padrão é colocar um VSI depois do cônico, seguido de peneiramento e, quando o teor de pó passa do especificado, lavagem ou classificação.
Um único britador pode fazer todo o trabalho?
Só em casos limitados. Em material macio, o britador de martelos chega a produto fino em um passo; em calcário, um britador de impacto de boca grande pode fazer o primário e já entregar brita graúda. Para rocha dura e brita comercial em várias faixas, dividir a redução em dois ou três estágios sai mais barato por tonelada e dá produto mais regular.
Qual tipo de britador tem o menor custo de operação?
Não existe resposta única: o custo por tonelada depende sobretudo do desgaste, e o desgaste depende da rocha. Em material abrasivo, os britadores de compressão costumam gastar menos com peças; em calcário, o impacto compensa com alta redução e menos estágios. Compare sempre o custo por tonelada produzida, somando peças de desgaste, energia e paradas.
Mandíbulas ou impacto no primário?
Com rocha abrasiva ou blocos muito grandes, a mandíbula é a escolha segura. Com rocha pouco abrasiva, um britador de impacto de boca grande, como o PFW-II, pode fazer o primário com mais redução e grão mais cúbico, às vezes eliminando um estágio. A decisão costuma sair da comparação entre o custo de peças do impacto e o custo de um estágio a mais.
Qual britador usar para entulho de construção?
O britador de impacto é o mais usado para resíduos de construção e demolição, porque concreto e alvenaria são pouco abrasivos e o grão sai cúbico. Antes da britagem, retire madeira, plástico e o máximo possível de ferragens; o que restar de aço precisa ser separado durante o processo, normalmente com separador magnético.
Conclusão: comece pelo material, não pelo equipamento
Os sete tipos de britadores se dividem em duas famílias: compressão (mandíbulas, giratório, cônico e rolos) e impacto (impacto de eixo horizontal, VSI e martelos). Escolha o primário pelo tamanho do bloco e pela capacidade, a rebritagem pela abrasividade da rocha, e acrescente o VSI quando o mercado pede areia ou grão cúbico.
Quer um fluxograma para a sua rocha?
Envie o tipo de material, o tamanho máximo de alimentação, a capacidade e os produtos desejados. A equipe técnica da MR responde com uma proposta de linha, os modelos indicados e os próximos passos.
Sobre este guia
Escrito pela equipe técnica da MR (Shanghai Mountain River Machinery), fabricante de britadores e moinhos. As faixas de equipamentos vêm dos catálogos de britadores da MR, e os exemplos de combinação, de projetos fornecidos pela empresa na América Latina. Informações conferidas em 30 de outubro de 2026.
Referências e fontes
- MR — catálogo de britadores: séries PE, C, PF, PFW, CS, HST, HP, VSI e PC (enviado sob solicitação).
- UFG — Tratamento de Minérios, aula “03. Britagem”: índices de abrasão de referência e regra de abertura do britador primário.
- USP/EEL — “Britadores”: funcionamento dos britadores de mandíbulas, giratórios e de rolos.
